Como minimizar as interrupções do tráfego rodoviário durante uma obra

As obras civis são mais do que necessárias porque contribuem para a conservação e o aperfeiçoamento da infraestrutura urbana, sendo uma intervenção essencial em qualquer sociedade moderna. Dependendo da sua execução, podem gerar uma série de inconvenientes para a segurança, a convivência ou o tráfego rodoviário. Em particular, antes de a perfuração horizontal Coimbra e outras técnicas avançadas se generalizarem, as obras civis produziam congestionamentos e atrasos no tráfego rodado, além de alterarem o transporte público e agravarem problemas como a poluição ambiental e acústica.

Em pleno século vinte e um, as empresas construtoras conseguiram minimizar o impacto da sua atividade sobre o tráfego rodoviário, em parte graças à adoção de tecnologias sem vala ou trenchless technology. Por exemplo, a microtunelação permite habilitar condutas em ambientes urbanos de alta densidade, afetando apenas pontos específicos e evitando as valas abertas que paralisariam grandes superfícies.

Por sua vez, a perfuração horizontal dirigida é o método estrela para atravessar autoestradas, avenidas, rios ou espaços protegidos sem deteriorar a superfície do terreno. Mediante uma perfuração piloto, cria-se um túnel com as dimensões exatas para a passagem da tubagem definitiva.

Outras medidas que ajudam a conciliar o desenvolvimento de obras civis com o tráfego urbano são os pré-fabricados de betão. Trata-se de uma solução construtiva que elimina de uma só vez os dias que tradicionalmente se «perdiam» na presa do betão. O seu segredo reside na utilização de vigas, caixas de visita e outros acessórios já montados que aceleram a conclusão do projeto.

As interrupções rodoviárias também foram minimizadas graças aos pavimentos de secagem rápida (poliureia a frio, betão de presa rápida, etc.). O seu funcionamento baseia-se nos aditivos aceleradores e noutras substâncias capazes de encurtar os tempos de secagem. Assim, as ruas e avenidas fechadas ao tráfego podem voltar à normalidade em questão de horas em vez de dias ou semanas.